A imagística pop do MIS

Conheça as estratégias de artes visuais do MIS, Museu de Imagem e Som

Por Walter Cezar Addeo* | Foto: Shutterstock | Adaptação web Isis Fonseca

A imagística pop do MIS

De repente, não mais do que de repente, como diria o poeta, um dos mais interessantes e ecléticos museus de São Paulo, o MIS – Museu da Imagem e do Som, há algum tempo, vem patrocinando exposições extraídas do mundo pop do show business, da arte cinematográfica e da TV.

Do cinema, tivemos os imaginários de Stanley Kubrick, Kronemberger e Tim Burton, da música pop, David Bowie e diretamente da televisão brasileira, os cenários, figurinos e toda a concepção visual da série Castelo Rá-Tim-Bum e, claro, não poderia faltar o mais carismático apresentador da TV brasileira, Sílvio Santos, quase uma lenda e dono de sua própria rede televisiva.

Todas essas mostras tiveram grande sucesso de público. De certa forma, através dessas exposições, uma expressiva parte da população que não tinha o hábito de frequentar museus, acabou descobrindo o MIS e, assim, o museu viu seu público dobrar esquinas para visitá-lo.

Uma estratégia, sem dúvida, vitoriosa e perfeitamente enquadrada no que se convencionou chamar de “cultural turn”. Afinal, as megaexposições de Rodin, Monet, Van Gogh, dos Impressionistas e até do faraó Tutankamon em seu sarcófago de ouro mostraram que mostras de arte poderiam ser tratadas como grandes shows itinerantes e se transformarem em negócios altamente rentáveis. Então, por que não expandir o conceito? O MIS fez isso e adentrou o mundo pop para valer e, pelo visto, com ótimos resultados.

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Adaptado do texto “A imagística pop do MIS”

* Walter Cezar Addeo é mestre em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e membro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), escritor e roteirista.

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