Games: a realidade aumentada

Seriam os jogos eletrônicos a nova Hollywood? Confira a análise de Walter Cezar Addeo!

Por Walter Cezar Addeo | Foto: Shutterstock | Adaptação web Isis Fonseca

Games

A longa exposição às telas de cinema por mais de um século nos preparou bem para fugirmos para mundos alternativos por algumas horas. Reagimos intelectualmente, mas, principalmente, emocionalmente às narrativas e cenários muito distantes de nossa vida cotidiana. Faltava, entretanto, um componente psicológico importante. A participação ativa nessas narrativas.

Nossa capacidade de interagir com as ações e, dependendo de nossa capacidade intelectual, vencer obstáculos e adversários. Os games eletrônicos resolveram esse problema. Milhões de jovens no mundo inteiro mergulham por horas em aventuras virtuais as mais diversas, nos mais estranhos cenários e ainda podem assumir personalidades e aspectos físicos (avatares) diferentes para se introduzirem nas histórias.

Bem-vindos ao mundo dos games RPG (Role-Playng Game), o novo negócio de bilhões de dólares. Ou, se quiserem, a nova Hollywood. Em 2014, a estratégia de roteiros dos games passou a influenciar roteiros de cinema. Naquele ano estreou o filme “No Limite do Amanhã” (Edge of Tomorrow), um blockbuster com Tom Cruise no papel de um “First Person Shooter” (FPS), que nos games é quem atira em primeira pessoa.

Há tempos os jogos colocaram o pessoal dentro da ação. No filme Tom Cruise enfrenta alienígenas. Mesmo assim, morre na primeira tentativa. Uma estrutura em “loop” o faz retornar à condição em que estava um dia antes da batalha. E ele morre novamente.

A cada vez, entretanto, descobre algum detalhe que o pode ajudar no próximo embate, até que consiga sobreviver depois de muitas mortes. Bem, é isto que acontece com todo jogador de games. Eles recomeçam o tempo todo até acertar.

Eles também “morrem” muitas vezes até vencerem e obter novo status dentro do jogo. Jogadores, agora, gastam mais de 18 horas semanais imersos em suas aventuras. Roteiristas e programadores trabalham exclusivamente para os jogos. Avatares dos jogadores em estonteantes mundos virtuais interagem e disputam em redes globais pela Internet.

Os jogadores habitam cidades e planetas virtuais que superam os nossos em possibilidades, surpresas e desafios. A importância social dos games é chancelada definitivamente quando o Museu de Arte Moderna de Nova York (o famoso MoMA) abre sua primeira exposição de Games, em 2013, começando a coletar jogos para seu acervo, percebendo a força cultural que adquiriram.

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